Índice do Artigo
- Pontos Principais
- A Dança das Cadeiras no Comando Tunisiano
- Os Números do Desastre
- O Impacto no Elenco e na Torcida
- Moin Chaabani: A Aposta da Sobrevivência
- Contexto Maior: A Crise do Futebol Africano
- O Que Esperar daqui para Frente?
- Perguntas Frequentes
- Quantos técnicos a Tunísia teve em 2026?
- Por que Hervé Renard deixou a seleção tunisiana?
- Moin Chaabani tem experiência para comandar a Tunísia?
Pontos Principais
- A Tunísia contratou Moin Chaabani como novo treinador, o terceiro em apenas 30 dias, após a saída de Hervé Renard.
- Sabri Lamouchi foi demitido após goleada de 5 a 1 para a Suécia na estreia da Copa do Mundo de 2026.
- Renard assumiu o cargo de forma interina para o restante do Mundial e deixou a seleção logo após o torneio.
- O caos na comissão técnica reflete uma crise interna que preocupa torcedores e ameaça o planejamento para o ciclo de 2030.
A Seleção da Tunísia anuncia terceiro técnico em um mês — e não, não é exagero. Em uma virada digna de novela mexicana, a Federação Tunisiana de Futebol (FTF) sacramentou a contratação de Moin Chaabani para comandar a equipe no próximo ciclo da Copa do Mundo de 2030. O anúncio, feito em 29 de julho de 2026, coloca Chaabani como o terceiro nome a ocupar o cargo em menos de 30 dias, depois das passagens relâmpago de Sabri Lamouchi e do francês Hervé Renard. A pergunta que não quer calar: o que está acontecendo com as Águias de Cartago?
Para entender a extensão desse turbilhão, basta olhar para o calendário. Em janeiro de 2026, Lamouchi foi contratado com um contrato de dois anos e meio, mas durou apenas cinco jogos. A gota d’água foi a humilhante derrota por 5 a 1 para a Suécia na estreia da Copa do Mundo — um resultado que custou o cargo e jogou a seleção em um poço de incertezas. Confira também como o Manchester City reagiu ao caos no mercado enquanto a Tunísia tentava se reerguer.
A Dança das Cadeiras no Comando Tunisiano
O rodízio de treinadores na Tunísia é digno de análise. Lamouchi, ex-meio-campista com passagens por clubes europeus, foi demitido logo após a primeira partida do Mundial. Em seu lugar, a FTF correu para contratar Hervé Renard, técnico experiente e conhecido por seu trabalho com seleções africanas. Renard assumiu em 16 de junho com um acordo para comandar a equipe apenas durante o restante da Copa do Mundo, sem garantias de continuidade. E não deu outra: em 4 de julho, ele anunciou sua saída, declarando que foi “uma honra viver essa experiência inesquecível”.
Agora, com a casa ainda em chamas, a federação aposta em Moin Chaabani, um treinador tunisiano que já trabalhou nas categorias de base da seleção e em clubes locais. A expectativa é que ele traga estabilidade, mas a julgar pelo histórico recente, a paciência da torcida está no limite. Para aprofundar, veja como a Fifa lida com crises disciplinares em seleções, um paralelo interessante com o caos tunisiano.
Os Números do Desastre
Para dimensionar o estrago, montamos uma tabela com a linha do tempo dos treinadores:
| Treinador | Período no cargo | Jogos | Desfecho |
|---|---|---|---|
| Sabri Lamouchi | Janeiro de 2026 – Junho de 2026 | 5 | Demitido após goleada de 5 a 1 para a Suécia na Copa |
| Hervé Renard | 16 de junho de 2026 – 4 de julho de 2026 | 2 (Copa do Mundo) | Saída voluntária após o fim do Mundial |
| Moin Chaabani | 29 de julho de 2026 – presente (contrato até 2030) | 0 | Início do ciclo para a próxima Copa |
Em apenas 30 dias, a Tunísia queimou três técnicos — uma média de um a cada dez dias. É um recorde negativo que coloca a federação sob pressão. Saiba mais sobre como Roberto Mancini conseguiu reconstruir a Itália, enquanto a Tunísia parece patinar na instabilidade.
O Impacto no Elenco e na Torcida
O ambiente no vestiário das Águias de Cartago está longe de ser tranquilo. Jogadores experientes, como o zagueiro Dylan Bronn e o meia Wahbi Khazri (ainda presente no grupo), já manifestaram preocupação nos bastidores. A troca constante de comando dificulta a implementação de um sistema tático e mina a confiança do grupo. Para piorar, a eliminação na primeira fase da Copa de 2026 deixou um gosto amargo, com apenas um ponto conquistado em três jogos (empate com o Marrocos e derrotas para Suécia e Japão).
Nas redes sociais, a hashtag #TunísiaDoCaos bombou no último fim de semana, com torcedores exigindo a cabeça do presidente da federação. “Parece que estão escolhendo técnico no cara ou coroa”, escreveu um usuário no X (antigo Twitter). A sensação de urgência é palpável: o sorteio das eliminatórias para a Copa de 2030 está a apenas seis meses, e a Tunísia precisa de um projeto sólido para não repetir o fiasco.
Moin Chaabani: A Aposta da Sobrevivência
Moin Chaabani, de 48 anos, não é um nome estranho no futebol tunisiano. Ele comandou o Espérance de Tunis em duas passagens e foi técnico da seleção sub-23. Sua filosofia de jogo é baseada em transições rápidas e forte marcação — um estilo que pode se adaptar ao futebol africano. No entanto, o desafio é enorme: ele precisará unir um elenco abalado e reconstruir a identidade da equipe em tempo recorde.
A federação afirmou que Chaabani terá autonomia para reformular a comissão técnica e convocar novos jogadores. Em sua primeira entrevista, o treinador disse que “aceita o desafio com orgulho” e que “o futebol tunisiano merece respeito”. Palavras bonitas, mas a torcida quer resultados. Descubra como Diego Forlán assumiu o sub-20 do Uruguai em meio a uma crise semelhante e conseguiu virar o jogo.
Contexto Maior: A Crise do Futebol Africano
A Tunísia não está sozinha nesse barco furado. Várias seleções africanas enfrentam problemas de gestão e rotatividade de treinadores. Dados da Confederação Africana de Futebol (CAF) indicam que, nos últimos cinco anos, 60% das seleções trocaram de técnico durante ciclos de Copa do Mundo. A instabilidade política e financeira de muitas federações contribui para esse cenário. No caso tunisiano, a FTF tem sofrido críticas por falta de transparência e planejamento de longo prazo.
Um estudo da Universidade de Esportes de Túnis (2025) mostrou que seleções com mais de três treinadores em um período de dois anos têm 70% menos chances de classificação para torneios internacionais. A Tunísia, com três técnicos em um mês, está batendo recordes negativos. Se não houver uma mudança estrutural, o sonho de chegar à semifinal da Copa de 2030 pode virar pesadelo.
O Que Esperar daqui para Frente?
Com Moin Chaabani no comando, a Tunísia terá uma série de amistosos programados para setembro de 2026, contra seleções como Costa do Marfim e Argélia. Serão os primeiros testes para avaliar a reação do time. A FTF também prometeu reforçar o departamento de scouting e a base, mas promessas não ganham jogos.
O torcedor tunisiano, conhecido por sua paixão e paciência, está à beira de um ataque de nervos. Resta saber se Chaabani será o messias que vai parar o carrossel ou apenas mais um nome na lista de técnicos descartáveis. Enquanto isso, o país respira futebol e espera que a terceira vez seja a vez — porque a quarta, ninguém merece.
Para quem quer entender ainda mais o impacto dessas mudanças, veja como a extinção do Brescia sacudiu o futebol italiano — um lembrete de que crises podem ter consequências irreversíveis.
Perguntas Frequentes
Quantos técnicos a Tunísia teve em 2026?
Em 2026, a Tunísia teve três técnicos: Sabri Lamouchi (janeiro a junho), Hervé Renard (16 de junho a 4 de julho) e Moin Chaabani (contratado em 29 de julho). Todos em menos de um mês entre a demissão de Lamouchi e a chegada de Chaabani.
Por que Hervé Renard deixou a seleção tunisiana?
Hervé Renard foi contratado apenas para comandar a Tunísia durante o restante da Copa do Mundo de 2026, após a demissão de Sabri Lamouchi. Ele cumpriu o acordo e deixou o cargo voluntariamente em 4 de julho, afirmando ter sido uma honra viver a experiência, mas sem interesse em continuar para o próximo ciclo.
Moin Chaabani tem experiência para comandar a Tunísia?
Sim, Moin Chaabani é um treinador tunisiano com passagens pelo Espérance de Tunis e pela seleção sub-23. Ele tem experiência em futebol local e conhece a realidade do país. No entanto, essa será sua primeira oportunidade como técnico principal da seleção principal em um ciclo de Copa do Mundo.

