Índice do Artigo
- Pontos Principais
- O Passado de Escassez: Quando o Jiu-Jitsu Não Pagava as Contas
- O Lado Sombrio do Boom: A Imagem Arruinada nos Anos 1990
- Comparação: Jiu-Jitsu de Ontem vs. Jiu-Jitsu de Hoje
- A Luta pelo Respeito: Atleta de Jiu-Jitsu é Atleta como Outro Qualquer
- O Futuro É Brilhante – e Bilionário
- Perguntas Frequentes
- O que Murilo Bustamante disse sobre a virada do jiu-jítsu?
- Qual foi o impacto do desafio de 1991 contra a luta-livre?
- O jiu-jítsu hoje é financeiramente sustentável para os atletas?
Pontos Principais
- Murilo Bustamante, lenda do MMA e faixa-coral de jiu-jítsu, celebra a transformação econômica da arte suave, que hoje paga contratos de seis dígitos para atletas.
- O ex-campeão do UFC relembra os tempos em que lutar jiu-jítsu rendia apenas medalhas e nenhum dinheiro – realidade que virou de cabeça para baixo.
- Bustamante também revela o lado sombrio do boom dos anos 1990: a violência de falsos lutadores manchou a imagem do esporte e afastou famílias das academias.
- O veterano projeta que o jiu-jítsu ainda tem 70% de potencial de crescimento global, tanto no gi quanto no no-gi.
A virada do jiu-jítsu não é mais um sonho distante – é um fato concreto que está enchendo os bolsos de uma nova geração de atletas. Quem afirma isso é ninguém menos que Murilo Bustamante, faixa-coral formada por Carlson Gracie e ex-campeão peso-médio do UFC. Em uma entrevista explosiva ao podcast “Mundo da Luta”, o veterano cravou: “Hoje em dia tem garotos com contratos de seis dígitos lutando jiu-jítsu. Isso era uma coisa impensável.”
Para contextualizar essa revolução, leia também a história de Brena Cardozo, que quase largou o MMA após uma derrota milionária, mostrando os dois lados da moeda no mundo das lutas.
O Passado de Escassez: Quando o Jiu-Jitsu Não Pagava as Contas
Bustamante começou a treinar na década de 1980, época em que a arte suave era almost um hobby de elite. “Eventos de quimono não tinham dinheiro. Até tinha um ou outro, mas muito raro”, relembra. Naquele cenário, os competidores lutavam por glória, medalhas e, no máximo, um trocado simbólico. O cenário mudou radicalmente com a popularização do MMA e, principalmente, com a profissionalização do jiu-jítsu esportivo.
Segundo dados da International Brazilian Jiu-Jitsu Federation (IBJJF), o número de praticantes registrados globalmente cresceu 300% entre 2015 e 2025. Mas a verdadeira explosão financeira aconteceu nos últimos três anos, com eventos como o ADCC e o IBJJF Grand Prix oferecendo premiações que chegam a US$ 1 milhão. Confira os números oficiais da IBJJF.
O Lado Sombrio do Boom: A Imagem Arruinada nos Anos 1990
A virada do jiu-jítsu não veio sem traumas. Bustamante foi um dos protagonistas do histórico desafio contra a luta-livre em 1991, transmitido pela TV Globo, que gerou um boom de interesse. Porém, o sucesso trouxe um problema inesperado: “Uma molecada se empoderou e começou a abusar da força que achavam que tinham. Começaram a causar problemas. Isso foi muito ruim para a imagem do Jiu-Jitsu.”
Na época, as mães e pais não queriam colocar os filhos em academias de uma modalidade associada à violência de rua. Confira também o drama de Ben Askren, que perdeu a luta de despedida após vencer a morte, ilustrando como o respeito ao atleta de luta ainda é construído com lágrimas e superação.
Comparação: Jiu-Jitsu de Ontem vs. Jiu-Jitsu de Hoje
| Aspecto | Anos 1980/1990 | 2026 |
|---|---|---|
| Premiação média por evento | Medalha + ajuda de custo (quando existia) | Contratos de seis dígitos (US$ 100 mil+) |
| Visibilidade | Eventos regionais, transmissão esporádica na TV | Streamings globais (FloSports, UFC Fight Pass) |
| Patrocínio | Marcas pequenas ou nenhum | Grandes marcas (Monster Energy, Nike, etc.) |
| Imagem pública | Associada à violência e arruaça | Esporte respeitado, atletas nas Olimpíadas? (em discussão) |
A Luta pelo Respeito: Atleta de Jiu-Jitsu é Atleta como Outro Qualquer
Bustamante não esconde sua indignação com o preconceito histórico: “Por que um atleta de natação, de futebol ou de atletismo seria mais respeitado que um atleta de Jiu-Jitsu, se os dois trabalhavam igual, os dois treinavam e se esforçavam?” A declaração ecoa o sentimento de toda uma geração que viu o esporte ser marginalizado.
Felizmente, o tempo e os resultados mostraram que a arte suave é, acima de tudo, disciplina e técnica. Descubra como o Brasil brilha no octógono com atletas que saíram das mesmas academias que formaram Bustamante.
O Futuro É Brilhante – e Bilionário
O ex-campeão do UFC acredita que o jiu-jítsu está apenas engatinhando em termos de potencial mundial. “Em termos mundiais, o crescimento do jiu-jítsu diria que estamos em 25 a 30% (de potencial). Ainda temos muito pra crescer com e sem quimono.” Se essa projeção se confirmar, a virada do jiu-jítsu será ainda mais espetacular, com novos mercados na Ásia e Europa impulsionando contratos milionários.
Saiba mais sobre Conor McGregor e como a lesão dele impacta o calendário do UFC, mostrando que as lutas de ponta também dependem de atletas que dominam o jiu-jítsu.
Perguntas Frequentes
O que Murilo Bustamante disse sobre a virada do jiu-jítsu?
Em entrevista ao podcast “Mundo da Luta”, Bustamante afirmou que o jiu-jítsu atual permite contratos de seis dígitos, algo impensável há 30 anos. Ele também destacou que ainda há 70% de espaço para crescimento no esporte.
Qual foi o impacto do desafio de 1991 contra a luta-livre?
O evento, vencido pelos representantes do jiu-jítsu, gerou um enorme boom de popularidade, mas também atraiu falsos praticantes que mancharam a imagem do esporte com violência, afastando famílias das academias.
O jiu-jítsu hoje é financeiramente sustentável para os atletas?
Sim, especialmente os principais nomes do gi e no-gi conseguem viver exclusivamente do esporte, com premiações que ultrapassam US$ 100 mil em eventos de elite. O mercado continua em expansão.

